domingo, 30 de março de 2014

Nó SF Muito Mais Fácil Mulifilamento em Mono

Decidi fazer esse vídeo mesmo existindo outros parecidos porque tem muito vídeo ruim e ensinando errado e sabendo que o pessoal me conhece sei que vai ajudar muito


sexta-feira, 21 de março de 2014

Jump Jig Caseiro muito fácil (sem pintar e derreter chumbo)




Aqui nessa página vou colocar mais dicas de como fazer, nesse vídeo coloquei apenas a ideia inicial
de como fazer o Jump Jig, fazendo desse jeito, podemos fazer o JJ de qualquer cor e brilho, com muito mais facilidade do que pintar,  depois de um tempo usando ou dependendo o tipo de peixe a isca vai rasgar, mais dai é só guardar o esquema do chumbo e colocar na forma novamente, depois de 1 hora já está pronto pra usar.

Trabalho da isca, eu não curto muito em usar JJ pequeno (ex. jig sapinho) pois pega muito peixe miúdo , de 100 peixe 10 é peixe bom (dependendo do lugar), colocando JJ maior já é muito pesado e exige outro tipo de material , assim como fiz ele pode ser grande e com o mesmo peso de um JJ pequeno, facilitando muito a pesca horizontal, podendo explorar uma área maior na pescaria.

abraços!!! Bugiganga :P

Como fazer Rattlin chocalho para colocar em iscas





Nesse vídeo ensino a fazer, o Rattlin, o famoso barulho nas iscas, fica muito bom colocar nas iscas de silicone, pra pescar em dias que a agua está muito suja  e a noite, o peixe fica irritado, pega com muito mais vontade. visitem o meu site e compartilhem esse vídeo, abraços

www.pescadorbugiganga.com.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Chinês pesca pedaço de madeira que vale US$ 180 milhões



Um pescador de Hong Kong achou que seu Ano Novo havia começado mal quando ele pescou um enorme pedaço de madeira, apenas para descobri mais tarde que o artefato valia milhões de dólares. O sr. Kwok saiu para o mar na quinta-feira (30/01) e ficou desapontado com sua captura incomum, até que percebeu que ela tinha uma fragrância forte, relatou ao jornal Ifeng.com. Quando ele removeu um tira da casca, um óleo amarelo emergiu e o homem percebeu que tinha encontrado um enorme pedaço de resina de agar, que é usada como medicamento e incenso.

Um perito confirmou que o gigantesco fragmento – com uma circunferência de mais de 2,74 metros – era de fato agar, e avaliou o achado em HK$ 1 bilhão (US$ 128 milhões). O sr. Kwok planeja vender a resina e doar parte da renda para a caridade. Na medicina tradicional chinesa, agar é conhecido como o diamante de plantas. Acredita-se que essa madeira resinosa concentra a essência do universo e possui poderes especiais. Suas sementes e folhas são utilizadas para fins medicinais.

A qualidade do agar é determinada pela densidade da resina solidificada. O livro clássico de medicina tradicional chinesa “Compêndio de Ervas Medicinais” lista o agar como ideal para o tratamento de diarreia, problemas digestivos, asma e derrame cerebral.
Na medicina ocidental, ele é usado para prevenir o câncer e fortalecer os sistemas cardiovascular e nervoso. Na religião budista, incenso feito de agar é considerado o melhor. Quando queimado, sua fragrância seria calmante e relaxante. De acordo com um velho ditado: “Um grama de agar é tão valioso quanto um grama de ouro.”

Fonte:http://www.vozcaicara.com.br/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

1° ENCONTRO NACIONAL DO GRUPO AMANTES DA PESCA COM CAIAQUE


Será realizado na Praia de Canto Grande em Bombinhas - SC... Data - 15 a 17/11/2013 - Extra 18/11/2013. Aguardo a presença de todos.

Interessados, favor acessar o link abaixo:
http://kayaksports.forumeiros.com/t880-1-encontro-nacional-do-grupo-amantes-da-pesca-com-caiaque

Gostaria de pedir uma ajuda para os amigos divulgarem nosso encontro compartilhando esta publicação no facebook e fóruns.

Abraço.
Rafael Almeida da Silva
www.kayaksports.com.br

domingo, 29 de setembro de 2013

Camarão articulado reforçado (não é só cortar)

Segue o vídeo






Camarão Glow




Corante glow, muito bom, pelo que o fornecedor me passou tem 3 tipos de corante glow (tempo de duração) esse é o do meio, eu já havia comprado o mais barato (metade do preço) mais ele era muito fraco, não ficava acesso, esse que estou usando é muito melhor, vale muito a pena.

Fica muito legal fazer os olhos das iscas, barriga, rabo ou a isca toda, ajuda muito na água suja durante o dia e durante a noite é só colocar uma luz que ficará acesso por algum tempo, estou estudando uma forma de diluir o pó, pra poder pintar plug e jigs, porque o corante em pó (esse que esquenta) sai muito fácil do chumbo, precisando pintar a cada pescaria, vou fazer e posto os resultados, abraços!!


Para comprar o corante glow Clique aqui...


Vou fazer um vídeo fazendo, assim que terminar eu posto aqui

Compartilhem amigos, obrigado!!!!!


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ministério da pesca extingue categoria C (Pesca Subaquática) do licenciamento


Segundo o Ministério da pesca, não há a necessidade de se valer de uma carteira de pesca na categoria sub-aquatica para a prática de pesca com arbaletes e espingardas de mergulho, segundo a nova lei, acategoria B (Pesca Embarcada) já engloba essa modalidade, entenda as novas regras impostas pela lei.

Estabelece Normas gerais para o exercício da pesca amadora em todo o território nacional.

Imagem


O Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura e a Ministra de Estado do Meio Ambiente no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no inciso I do § 6º do art. 27 da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, no art. 3º da Lei nº 11.959, de 29 de junho de 2009, no art. 5º do Decreto nº 6.981, de 13 de outubro de 2009, bem como o que consta do Processo MPA nº 00350.004741/2011-51,

Resolvem:

CAPÍTULO I
DO OBJETO E DAS DEFINIÇÕES


Art. 1º. Estabelecer normas gerais para o exercício da pesca amadora ou esportiva em todo território nacional.

Art. 2º. Entende-se por pesca amadora e/ou esportiva a atividade de pesca praticada por brasileiro ou estrangeiro, com os equipamentos ou petrechos previstos nesta Instrução Normativa, tendo por finalidade o lazer ou esporte.

§ 1º A Pesca amadora ou esportiva é considerada atividade de natureza não comercial, no que se refere ao produto de sua captura, sendo vedada a comercialização do recurso pesqueiro capturado.

§ 2º O produto da pesca amadora pode ser utilizado com fins de consumo próprio, ornamentação, obtenção de iscas vivas ou pesque e solte, respeitados os limites estabelecidos para a atividade.

§ 3º As atividades relacionadas à pesca amadora ou esportiva podem ter finalidade econômica, excetuando-se a comercialização do produto obtido por meio da pesca.

§ 4º A organização formal do esporte da pesca obedecerá ao disposto na Lei nº 9.615 de 24 de março de 1998 e demais normas pertinentes.

Art. 3º. Entende-se por pescador amador a pessoa física, brasileira ou estrangeira que, licenciada pela autoridade competente, pratica a pesca sem fins econômicos.

§ 1º Pescador amador embarcado é aquele que faz uso de embarcação de esporte e/ou recreio para suporte à pesca.

§ 2º Pescador amador desembarcado é aquele que não faz uso de embarcação para suporte à pesca.

Art. 4º. Entende-se como competição de pesca amadora ou esportiva toda atividade praticada segundo normas gerais da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, e regras de prática desportiva, devidamente autorizada pelo MPA.

Parágrafo único. As competições de pesca amadora somente poderão ser organizadas por pessoas jurídicas.

CAPÍTULO II
DOS PETRECHOS DE PESCA


Art. 5º. Os petrechos de pesca permitidos ao pescador amador são:

I – linha de mão;

II – caniço simples;

III – caniço com molinete ou carretilha;

IV – espingarda de mergulho ou arbalete com qualquer tipo de propulsão e qualquer tipo de seta;

V – bomba de sucção manual para captura de iscas; ou

VI – puçá-de-siri.

§ 1º Fica permitido o uso de equipamentos de suporte ao pescador para contenção do peixe, tais como bicheiro, puçá, alicates e similares, desde que não sejam utilizados para pescar.

§ 2º Fica permitido o uso de puçás ou peneiras de no máximo 50 centímetros em sua região mais larga para a captura de espécies com finalidade ornamental ou de aquariofilia.

§ 3º É vedado o uso de aparelhos de respiração artificial pelo pescador amador durante a pesca.

§ 4º As embarcações que apoiam a pesca ou competições de pesca amadora não poderão portar qualquer tipo de aparelho de ar comprimido ou outros que permitam a respiração artificial subaquática, exceto quando exigido pela autoridade marítima.

CAPÍTULO III
DOS LIMITES DE CAPTURA


Art. 6º. O limite de captura e transporte de espécies com finalidade de consumo próprio por pescador amador é de 10 kg (dez quilos) mais 01 (um) exemplar para pesca em águas continentais e estuarinas, e 15 kg (quinze quilos) mais 01 (um) exemplar para pesca em águas marinhas, observando-se as demais normas que estabelecem tamanhos mínimos de captura e listas de espécies proibidas.

Parágrafo único. Limites de captura e transporte mais restritivos do que os estabelecidos no caput deste artigo poderão ser definidos pelas autoridades competentes em normas específicas.

Art. 7º. O limite de captura e transporte de espécies com finalidade ornamental e de aquariofilia por pescador amador é de 10 indivíduos para peixes de águas continentais e 5 indivíduos por pescador, para peixes de águas marinhas, observando-se as espécies permitidas e restrições definidas em normas específicas.

Parágrafo único. Fica proibida a utilização de espécies aquáticas de uso permitido para fins ornamentais e de aquariofilia como isca, conforme estabelecem as normas específicas de explotação para tais fins.

Art. 8º. Fica proibido ao pescador amador armazenar ou transportar pescado em condições que dificultem ou impeçam sua inspeção e fiscalização, tais como na forma de postas, filés ou sem cabeça.

Art. 9º. Fica proibido o transporte de exemplares vivos de peixes capturados pela pesca amadora, excetuando-se aqueles com finalidade ornamental para aquariofilia ou para uso como isca viva.

Parágrafo único. Nos casos das competições de pesca amadora em que se pratica o pesque e solte, não se aplica a proibição de que trata o caput para o transporte de peixes vivos entre o local de captura e o local de aferição.

CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


Art. 10º. O pescador profissional, quando participar ou prestar serviços à pesca amadora, deverá respeitar as normas vigentes para o exercício dessa.

Art. 11º. Deverão ser respeitadas ainda as outras normas que regulamentam a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Atividade Pesqueira, que disponham sobre:

I – os regimes de acesso;

II – a captura total permissível;

III – o esforço de pesca sustentável;

IV – os períodos de defeso;

V – as temporadas de pesca;

VI – os tamanhos de captura;

VII – as áreas interditadas ou de reservas;

VIII – as artes, os aparelhos, os métodos e os sistemas de pesca e cultivo;

IX – a capacidade de suporte dos ambientes;

X – as necessárias ações de monitoramento, controle e fiscalização da atividade; ou

XI – a proteção de indivíduos em processo de reprodução ou recomposição de estoques.

Parágrafo único. O ordenamento pesqueiro com foco na pesca amadora deverá considerar as informações referentes ao tamanho máximo de captura das espécies e ao pesque e solte, priorizando as pesquisas que permitam estabelecer os tamanhos máximos de captura das principais espécies capturadas pela pesca amadora ou esportiva.

Art. 12º. Nas competições de pesca amadora destinadas à captura de atuns e afins é obrigatória a apresentação ao Ministério da Pesca e Aquicultura, de mapa de bordo de todas as embarcações participantes do evento, conforme modelo contido no Anexo I desta Instrução Normativa Interministerial, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o encerramento.

Parágrafo único. O preenchimento e entrega do mapa de bordo é de responsabilidade do comandante da embarcação participante e do organizador ou responsável pela competição.

Art. 13º. Para fins de inscrição no Cadastro Técnico Federal – CTF e de fornecimento de subsídios ao ordenamento do uso sustentável dos recursos pesqueiros, o Ministérios da Pesca e Aquicultura repassará ao Ministério do Meio Ambiente as informações do Registro Geral da Atividade Pesqueira – RGP referentes às categorias de pescador amador, organizador de competições de pesca amadora e embarcação de esporte e recreio utilizada na pesca amadora, assim como as informações do relatório técnico e dos mapas de bordo previstas no artigo 12 dessa Instrução Normativa Interministerial.

Art. 14º. O pescador amador em atividade de pesca ou transportando o produto da pescaria deve portar documento de identificação pessoal e a licença de pesca amadora, excetuando-se os casos de dispensa previstos em Lei, sem prejuízo das normas estabelecidas por Estados e Distrito Federal.

Art. 15º. Aos infratores da presente Instrução Normativa Interministerial serão aplicadas as penalidades previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, no Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008 e demais normas pertinentes.

Art. 16º. Esta Instrução Normativa Interministerial entra em vigor na data de sua publicação.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tutorial de uso, armazenamento, funcionamento e manutenção de motores de popa de baixa cilindrada

Vários usuários tem dúvida de como usar, armazenar, funcionar e manter corretamente seus motores de popa de baixa cilindrada. (15hp a 60Hp - todos 2T)
Se os passos seguintes forem levados em conta 95% dos problemas encontrados pelos usuários do motor de popa poderão ser evitados/sanados.

Uma providência de extrema importância é a compra de um horímetro.
Esse aparelho é facilmente instalado ao motor e tem por finalidade o registro do tempo de uso, em horas, do seu motor de popa. Com isso pode-se programar toda a manutenção dele.


Vale a dica.
Outra importante é a compra de um "orelhão" ou "telefone" que nada mais é do que uma peça onde vc conecta a mangueira de água ao motor para refrigerá-lo, quando fora da água.



1 - Mangueira ligada.
2 - Orelhão ou telefone.
3 - "Mijada"

Para facilitar a leitura de tópico tão grande e complexo, dividimos o assunto nos seguites ítens:
Nas Dicas de utilização, armazenamento e funcionamento:

- Para quem não está habituado a manipular motores de popa.
- Para usuários que já manipulam bem seus motores de popa.
- Como calcular o arrasto ideal do seu motor.
- Como saber teoricamente a velocidade máxima alcançada pelo seu motor
- Como saber se a hélice do seu motor é a mais apropriada para o seu barco?


Enquanto nas Dicas de manutenção:

- Como trocar o óleo da transmissão
- Se o seu motor cair na água
- Como descarbonizar seu motor
- Como saber se seu motor está precisando ser retificado?



Dicas de utilização, armazenamento e funcionamento

Para quem não está habituado a manipular motores de popa:

1 - Leia atentamente o manual do usuário antes de utilizar o seu motor pela primeira vez.

2 - Esteja devidamente habilitado (arrais amador) antes de utilizar seu motor em águas "públicas".
3 - Jamais pense em pilotar sob efeitos de álcool ou drogas.
4 - Apesar de vc estar motorizado ande sempre com o remo, jogo de ferramentas e salva-vidas a bordo.
5 - Utilize sempre gasolina de boa procedência e faça a mistura correta de óleo 2T/Gasolina.
A mistura ideal de óleo 2T e gasolina deve ser de 1 litro de óleo 2T para 40 litros de gasolina. Para motores novos essa mistura é diferente, mais "gorda/rica", normalmente 1 litro de óleo 2T para apenas 25 litros de gasolina. Consulte o manual específico do seu motor e cheque a mistura ideal para motores novos.
6 - Antes abastecer seu tanque jogue um pouco de combustível dentro, balance o tanque e jogue fora esse combustível com prováveis resíduos do tanque.
7 - Cheque se o motor está corretamente afixado na embarcação.
8 - Use sempre o salva motor, que nada mais é q uma corda amarrada ao mesmo e presa na embarcação. Se por acaso o motor se soltar da embarcação, e isso acontece pode apostar, vc não perderá seu motor.
9 - Use a chave de ligar presa ao braço.
10 - Evite navegar com o acelerador totalmente aberto. Navegue a 80%. Além da diferença de velocidade não ser grande, o consumo de combustível será muito maior.
11 - Navegue sempre com o motor de popa destravado. (cuidado quando for dar marcha-ré).
12 - Mantenha a bordo uma reserva mínima de combustível. Se o piloto vacilar e se esquecer de conferir o tanque e o combustível acabar, uma reserva de 2 litros conseguirá tirá-lo do sufoco.
13 - Proporcionalmente quanto maior a cilindrada de um motor de popa maior será o consumo está ERRADO, porque a distância percorrida por um motor mais potente é muito maior do que a de um motor menos potente Se um motor menos potente for andar aquela mesma distância, com certeza gastará mais combustível. Por uma questão de peso de motor, tipo de embarcação, necessidade de percorrer grandes percursos, tática comercial e afins, ERRONEAMENTE se acredita que motores pequenos são mais econômicos.
14 - ATENÇÃO - Quando o seu motor estiver no cavalete (suporte de motor) funcionando com o auxílio do "orelhão" vc não deve acelerá-lo acima dos 1.500 RPM. A pressão da água na mangueira tem que fazer o seu motor "mijar" durante o funcionamento. Caso contrário ele irá aquecer.
15 - CUIDADO - Não é aconselhável engatar o motor funcionando no cavalete, mas se o fizer certifique-se de que ele está bem preso, não existam pessoas próximas a hélice e não acelere muito. Caso contrário vc poderá causar um acidente grave. 



Para usuários que já manipulam bem seus motores de popa

1 - Se o seu motor estiver parado a vários meses/anos, antes de funcioná-lo vc deverá desmontar todo o carburador e checar o estado das juntas, giclês e etc. Se aplicou óleo de máquina, (ensinaremos como fazer isso mais abaixo) tem tudo para o sistema estar em boas condições de uso. Ainda assim é interessante dar uma limpada em tudo com querosene ou gasolina.
Retire a(s) vela(s), aplique um pouquinho de óleo (pode ser óleo de máquina também) na cabeça do(s) pistão(ões) e puxe (algumas vezes) levemente a "cordinha" da partida. Se for guardar o motor muito tempo vc tb poderá fazer a mesma coisa. Tal procedimento tem por finalidade manter a integridade dos anéis, camisa(s) e pistão(ões). Como nosso combustível geralmente é de péssima qualidade, os resíduos de uma má queima podem gerar oxidação de tais peças e ao tentar ligar o motor sem seguir essa dica poderá riscar a camisa e comprometer a vida útil do motor.

2 - O hélice do motor deve estar sempre em ótimas condições. Amassados, quebrados e trincas farão a transmissão vibrar, perdendo performance e comprometendo a durabilidade e vida útil.
3 - As dimensões do hélice devem ser proporcionais ao tipo de embarcação e sua utilização.

Antes de ligar o motor:
4 - Conecte a mangueira apenas no tanque já abastecido. Enfie com cuidado uma chave de fenda na esfera do encaixe da mangueira (na outra extremidade) e bombe a "perinha" para que o combustível novo passe limpando toda a mangueira.
5 - Conecte a mangueira no motor...bombe novamente a "perinha" até que ela fique cheia de combustível (dura). Puxe o afogador, acelere um pouquinho e tente a partida.

Antes de guardar o motor:
6 - Jamais guarde o seu motor com resíduos de água suja (barrenta ou salgada) no sistema de refrigeração dele. Dê um jeito de funcioná-lo em água limpa antes de guardá-lo. (orelhão, balde, piscina, etc.)
7 - Deixe-o funcionando até apagar desconectado da mangueira de combustível.
8 - Abra o capacete, retire o copinho/cuba do carburador e puxe a "cordinha" da partida para que todo o resíduo de combustível da tubulação seja "cuspido" fora.
9 - Solte a mangueira de combustível que entra no carburador e aplique um pouquinho de óleo fino (tipo Singer de máquina) na tubulação. Esse óleo tem por finalidade lubrificar as juntas do carburador e evitar ressecamentos. Quando vc for ligar o motor novamente pela primeira vez ele funcionará muito mais facilmente.


Como calcular o arrasto ideal do seu motor:

1 - Qualquer motor carburado, independente do numero de hp’s, funcionando em stand by (funcionando parado), gasta 0,275 ml por hp/hora:
15 Hp x 0.275 ml = 4,13 L/Hora
25 Hp x 0,275 ml = 6,88 L/Hora
40 Hp x 0,275 = 11 L/Hora

2 - Para se chegar ao Arrasto ideal da embarcação, usa-se a regra de 22 a 28 Kg por Hp do motor:
28 Kg x 15 Hp = 420 Kg
28 Kg x 25 Hp = 700 Kg
28 Kg x 40 Hp = 1120 Kg


Então vamos tentar exemplificar essa conta: (aproximadamente)
Barco de Alumínio 5m = 100Kg
Motor de Popa 15Hp = 36Kg
Caixa de Gelo = 20Kg
Motor Elétrico = 4Kg
Bateria 60Amp = 25Kg
Caixas de Isca (3) = 30Kg (já incluído máquina fotográfica, e toda a tralha)
Tanque de Combustível = 25Kg
Pescadores (3) = 240Kg (80Kg cada um)
Total aproximado = 480Kg

....ou seja...vc estará navegando com 60Kg a mais de peso que o ideal...Sua embarcação está sobrecarregada, gerando um gasto de combustível maior, e navegando numa velocidade um pouco abaixo da "recomendável". Tenha paciência.


Como saber a velocidade máxima alcançada pelo seu motor: (teóricamente)

1 - Vamos usar uma fórmula básica.
RPM X Relação X Passo X 0,0009469 = Velocidade Máxima Teórica

2 - Normalmente os motores de 15hp, 25hp e 40hp tem a relação da engrenagem da rabeta de 2.00:1, ou seja, a cada 2 voltas completas do eixo principal da transmissão a hélice dá 1 volta completa em torno do seu eixo.. Cheque a relação do seu motor no manual do usuário
3 - Para exemplificar:
5600 x 0,521 x 13 x 0.0009469 = 35.91 milhas por hora x 1,85200 = 66,5 Km/h.
Essa é a velocidade máxima teórica de um motor sem nenhum peso de arrasto além do seu próprio


Dicas de manutenção
Obs: O ideal é fazer a manutenção do seu motor a cada 50 horas de uso. (1ª revisão com 20h de uso)
Se precisar abrir o capacete do motor e mexer na parte mecânica dele durante a pescaria o faça perto da margem. É muito comum ao se mexer (retirar parafusos, velas, cabos, e etc) deixar cair alguma coisa dentro d'água, então, o faça na margem, é bem mais fácil recuperar algo que cair, além de estar melhor apoiado e mais pessoas poderão lhe auxiliar.

Como trocar o óleo da transmissão
1 - É ideal trocar o óleo da transmissão a cada 50-100 horas de uso (quanto antes dentro deste período melhor) ou a cada 6 meses de uso.
2 - Esteja com todas as ferramentas e o óleo específico de transmissão a mão. (vasilha para coletar o óleo, chave de fenda grande, seringa e estopas)
3 - Normalmente se indica óleo 90 para a transmissão, mas procure pelos óleos API-GL4 ou GL5. Vários óleos 90 são tipo GL3 ou GL2....ou seja, menos "tecnológicos". Compre o importado.
4 - Retire o parafuso do óleo da transmissão (o de baixo)....deixe todo o óleo escoar. Não jogue o óleo na água. O meio ambiente agradece.
5 - Depois retire o parafuso do óleo da transmissão da parte superior.
6 - Os parafusos geralmente são imantados, limpe-os antes de colocá-los novamente no lugar.
7 - O ideal é que se tenha uma motolínea ou bomba de óleo q consiga "empurrar" o novo óleo de baixo para cima, assim evita-se a formação de bolhas dentro da transmissão, mas empurre o óleo de baixo para cima até que ele escoe pelo orifício superior. Feche os parafusos e pronto.
8 - Caso não tenha essa bomba, não tem problema. Feche o parafuso inferior e com uma seringa (sem agulha) coloque lentamente o óleo pelo orifício superior até q ele escoe. Feche e pronto.


Se o seu motor cair na água

1 - Retire as velas e vire-o de cabeça pra baixo para escoar a água que por ventura esteja na câmara de combustão.
2 - Jogue um pouco de gasolina (pode ser temperada) dentro do(s) cilindro(s) e ainda, sem as velas, puxe a partida levemente e lentamente para que sejam limpas e lubrificadas a(s) câmara(s) de combustão. Repita o procedimento umas 3 vezes.
3 - Leve seu motor o mais rápido possível para um mecânico especializado.
4 - Caso esteja em plena pescaria e não tem outro motor e precisar deste, limpe as velas com combustível e deixe-as secar.
5 - Assopre e seque as cabeças dos cabos de velas.
6 - Retire a cuba do carburador, escoe a água/combustível de dentro e com a mangueira

do tanque conectado ao motor, bombe a "perinha" e acelere o motor até "cuspir" gasolina nova. Tal procedimento tem por finalidade retirar a água do sistema.
7 - Seque todas as conexões elétricas do motor.
8 - Instale as velas no lugar.
9 - Feche tudo e tente a partida. Caso não dê certo repita todo o procedimento.
10 - Normalmente não entra água no óleo da transmissão, mas vale a pena checar. Se tiver como comprar óleo de transmissão nas proximidades, troque logo, caso contrário seu motor estará em risco. Retire o parafuso de escoamento do óleo da transmissão e veja se o óleo está esbranquiçado (sinal de água misturada com óleo).



Como descarbonizar o motor
Na verdade, descarbonizar a câmara de combustão. (pistão, anéis e cilindro)
Geralmente a cabeça do pistão é porosa e como nossa gasolina é ruim, a má queima gera resíduos (carvão)...e esses resíduos se aderem na cabeça do pistão. Durante o funcionamento do motor esse carvão fica encharcado de combustível e como a temperatura da câmara é altíssima ele fica incandescente, gerando ainda mais calor à queima e consequentemente uma pré-ignição da mistura ar/combustível. Motor trabalhando mais quente menor será a vida útil. Lembrando que qualquer volume sólido dentro da câmara, no caso o carvão, aumentará a compressão do motor, aquecendo-o e diminuindo tb a vida útil.
1 - Esteja com todas as ferramentas a mão. (descarbonizante de boa qualidade - Wurtz e etc -, chave de vela e pano limpo. Lembrando que descarbonizante pode agredir plásticos, borrachas, amianto, a pintura do motor e outros componentes mais macios)
2 - Funcione o motor até q ele fique quente.
3 - Retire as velas e aplique o desengripante na cabeça dos pistões.
4 - Deixe o desengripante agir por 12h.
5 - Jogue gasolina dentro da câmara. Simule a partida levemente e lentamente. Alterne o ponto morto superior e inferior do outro pistão e jogue combustível novamente dentro da câmara. (lembrando que quando um pistão está no topo da câmara o outro está embaixo, alterne-os para fazer a limpeza)
6 - Quando simular a partida o pistão irá jogar todo o combustível sujo pra cima, uma mistura de carvão e gasolina, esteja com muito pano/estopa à mão para não deixar escorrer pelo exterior de todo o motor de popa.
7 - Repita essa lavagem até q saia apenas gasolina limpa da câmara.
8 - Deixe secar por por alguns minutos.
9 - Enquanto a câmara seca aproveite para limpar as velas e deixe-as secar.
10 - Instale novamente as velas e tente a partida.

Como saber se seu motor precisa ser retificado?
1 - A ferramenta para se checar a compressão do motor é chamada de relógio comparador de pressão de cilindros, ou medidor de compressão.
2 - Leve o seu motor até uma oficina mecânica ou adquira um medidor desses nas lojas de ferramentas.
3 - Retire uma vela do motor e rosqueie o medidor ao cilindro. (as outras velas continuam no lugar)
4 - Simule a partida como se fosse ligar o motor (rapidamente e com força). Claro que a chave de ignição deve estar fora do motor.
5 - Cheque no relógio o máximo de pressão conseguida. Se for inferior a 85PSI seu motor está precisando de trocar os pistões. E se estiver acima de 140PSI ele está com o cabeçote rebaixado, ou com muito carvão sobre o pistão indicando carbonização excessiva.
6 - Repita tal procedimento em todos os outros cilindros e se a diferença entre eles for maior que 10%  também deverá se retificar o motor.


Estas são dicas informais e compiladas de pesquisas com profissionais, matérias variadas da internet e manuais para tentar ajudar a conservar melhor os motores de popa de cilindradas entre 15 hp e 60 hp, independente de marca ou ano de fabricação.
Qualquer motor exige cuidados especiais para se evitar o desgaste natural que reduz sua vida útil.
Imprima várias cópias deste tutorial e deixe-o em lugares estratégicos para usá-lo em caso de emergência.

Motores de popa MAXY –
Potência e elegância em um único motor